terça-feira, 1 de novembro de 2011

Análise de Redes Sociais

Dia Dos Profs 2011

“lula, trate-se pelo SUS” revela (mais uma vez!) o preconceito social e a ignorância da velha classe média brasileira

A velha classe média brasileira (aquela retrógrada que ainda lê a Veja) ainda não cansou de destilar o seu preconceito social contra o ex-presidente Lula. Uma insignificante parte de estudantes universitários, jornalistas, artistas, atrizes (Piovani, quem? Maitê, quem?) e intelectuais de direita (eles compõem os 3% da população brasileira que desaprovaram os oito anos do Governo Lula) nunca engoliu o fato de que um ex-operário sem curso superior, bebedor de cerveja e cachaça, entrasse para a história como o (re) descobridor do Brasil popular e democrático e desse voz a uma gente que eles só se acostumaram a ver naquele quartinho perto da cozinha.
Esses 3% da população, não obstante seus diplomas universitários, suas viagens à Europa e seu inglês fluente, têm se manifestado nas redes sociais sobre o câncer de Lula de maneira a causar vergonha e indignação até numa criança de 11 anos! (leia aqui as lições da menina Aninha Zortea em seu blog).
As mensagens via Twitter e Facebook que tentam emplacar a campanha “Lula, trate-se pelo SUS” ou #QueroLulaAtendidoPeloSUS dão mostras não só do preconceito social que move essa gente, mas da profunda ignorância na qual estão mergulhados.
Preconceito social, porque eles não aceitam que uma pessoa que ascendeu através da luta social tenha hoje condições econômicas para pagar com recursos próprios por um tratamento médico particular no melhor (e mais caro!) hospital do país. Será que a velha classe média se mobilizaria dessa forma se fosse FHC quem estivesse na mesma situação? Provavelmente não, pois ela aprendeu que pobre doente é que vai para o SUS e, por isso mesmo, nunca usou sua força política para melhorar o sistema público de saúde.
Ignorante, porque o ex-presidente Lula nunca afirmou que o SUS era “perfeito” e porque eles não conhecem a realidade do Sistema Único de Saúde para além do “ouvi dizer que…” ou “li na Veja que…”.
O SUS tem muito o que melhorar e o Lula sempre soube disso, mas nunca deixou de valorizar e aprimorar esse modelo que garante o acesso universal ao atendimento público de saúde. Parece que o exemplo ideal da velha classe média brasileira é o dos Republicanos norte-americanos, aquele do Tea Party: quem tem dinheiro, recebe atendimento, quem não tem, morre. Com gosto, chamariam essa política de “seleção natural” e diriam “até nos EUA é assim…”.
O que essa gente desconhece (o que é compreensível, pois a Veja não publicou) é que o SUS é mais bem avaliado por quem faz uso dele do que por quem nunca o utilizou (porque não precisaram ou não quiseram). Segundo pesquisa do IPEA, comentada por Elio Gaspari em sua coluna de fevereiro deste ano e reproduzida abaixo, 30,4% dos clientes do SUS estão satisfeitos com o serviço. Contrariamente, 34,3% dos entrevistados que nunca utilizaram o SUS consideram o serviço ruim ou muito ruim. São essas mesmas pessoas que agora pedem para que o ex-presidente Lula faça sua quimioterapia pelo sistema único.
Resta saber o que essa gente que adora criticar o SUS tem a dizer sobre os planos de saúde que eles pagam todo mês. A ANS (a agência que regula os planos de saúde) está abarrotada de processos contra seguradoras e planos que não atendem as expectivas dos conveniados.
O SUS talvez não seja capaz de tratar do ex-presidente Lula com a mesma agilidade que o Hospital Sírio-Libanês, mas vem oferecendo a TODOS os cidadãos que necessitam de assistência médica gratuita um atendimento satisfatório na opinião de quem o usa.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Intercâmbio na NYU/New York University

De 22 a 29 de Julho de 2011 estivemos conduzindo em conjunto com a Profa. Iracema Irigaraye o acadêmico Air Praieiro, residente em NY, um grupo de 22 alunos e 13 professores pra um intercâmbio entre a UNIC/Universidade de Cuiabá e a NYU, nos EUA.
O curso foi taylor made, versando sobre Finanças e modelado com o auxílio da Profa. Edijeide Freitas. A experiência foi única: ficamos nos alojamentos dos estudantes, e pegamos o metrô todos os dias para assistir as aulas. Conseguimos aliar a vida acadêmica com a vida cultural em um american way, perfeito!
Visitamos a Bloomberg e na Wall Street vivemos um pouco da emoção da NYSE, a bolsa de valores americana. Fomos muito bem recebidos pela Debbie Saccoccio, e a Emily Henehan. Fizemos ótimos contatos e estamos trabalhando para organizar um novo intercâmbio em breve!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Lei do Caminhão de Lixo.



Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei:

'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo." Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo... respire e deixe o lixeiro passar

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!


Vinda por email, hj. Bem que precisava.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Céu e Inferno

Não sou exatamente a pessoa mais indicada para falar sobre Céu e Inferno, apesar de ter estudado bons anos em escola jesuíta, o Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro, e possuir religiosos na família.

A verdade creio eu, estórias sobre este tema são sempre recheados de ensinamentos que podemos aproveitar para o nosso cotidiano, em especial nas organizações, e nas universidades, ambientes aonde atuo profissionalmente.

Desde tempos imemoriais o ser humano busca respostas, ou certezas sobre estes dois lugares: Céu e Inferno. Será que existem? E se existem são como dizem uns e outros? Será que o Céu é a terra prometida onde jorra o leite e o mel? E o inferno será o lugar em que se ouve choro e ranger de dentes eternamente? Não, eu definitivamente não tenho mais uma vez a resposta!

Gosto muito do uso de metáforas para tentar explicar as coisas, principalmente quando são muito abstratas ou complexas como parece ser o caso. Nas organizações, o mestre Garreth Morgan, em seu livro Imagens da Organização, é extremamente feliz em comparar através de metáforas, o nosso entendimento sobre o que se passa dentro das empresas. Através de suas descrições conseguimos identificar os comportamentos e atitudes de nosso cotidiano organizacional.

Conheço duas metáforas sobre o tema, que julgo de grande valia, e de extrema simplicidade, que, aliás, acontece com toda boa metáfora. A primeira está no livro do Prof. Daniel Goleman, Inteligência Emocional, a segunda ouvi do Jornalista Gilberto Dimenstein, em palestra realizada em Cuiabá, durante evento sobre Responsabilidade Social, no XII SUECO, Simpósio das Unimed’s do Centro Oeste e Tocantins, acontecido em Outubro passado. São elas:

Um guerreiro samurai, conta uma velha história japonesa, certa vez desafiou um mestre Zen a explicar o conceito de Céu e Inferno. Mas o monge respondeu-lhe com desprezo:

- Não passas de um grosseiro... Não vou desperdiçar o meu tempo com gente da tua laia.

Atacado na própria honra o samurai teve um aceso de fúria, e sacando a espada da bainha berrou:

- Eu poderia te matar por tua impertinência.

- Isso - respondeu calmamente o monge - é o inferno.

Espantado por reconhecer como verdadeiro o que o mestre dizia acerca da cólera que o dominara, o samurai acalmou-se, embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo o monge a revelação.

-E isso – disse o monge – é o Céu.

A outra, também é uma lenda, só que da história Judaica:

Certa feita, um homem ganhou o direito de conhecer o Céu e o Inferno, e transmitir aos demais o que conhecera.Passou lá alguns momentos e na volta relatou aos demais, que estavam ansiosos para saber a descrição dos locais. Contou então o bom homem o que vira:

- O Inferno é um lugar maravilhoso com uma imensa mesa cumprida, farta, cheia de comida as mais variadas possíveis, doces e frutas, pães e mel.E todas as pessoas sentadas em volta da mesa, morrendo de fome e não conseguem comer!

- Mas como?!– Exclamou a audiência espantada!

- Este é o problema do Inferno. O diabo usou um truque, e colocou as mãos de todas as pessoas viradas para trás, em direção ao cotovelo, de sorte que todas as vezes que elas se serviam a comida caía no chão, e não conseguiam comer, apesar da fartura da mesa.

- E o Céu, então como é?

- Pois o Céu é exatamente igual ao Inferno: a mesma mesa e a mesma fartura. A diferença é que lá uns alimentam os outros. Os que estão na frente servem os de trás e assim todos se alimentam.

Como podemos notar, as lições nos falam de humildade e solidariedade. Talvez a relação entre estas qualidades e a falta delas, estejam relacionadas com Céu e Inferno.

A Terceira onda em Matogrosso

No século passado, falava-se que a América era a terra das oportunidades e que o Oeste Americano, seria o ícone mais representativo desta expressão, tão bem retratado nos filmes de Bang-Bang, que todos nós assistimos.

Ao traduzirmos este sentimento para a nossa realidade, nada mais fiel do que o nosso Mato- Grosso.

Em um primeiro momento vivenciando o ciclo de metais preciosos e a busca de mão de obra: eram os primeiros Bandeirantes, desbravando e colonizando tal qual os pioneiros realizaram nos Estados Unidos. Em seguida, motivados pelo chamado milagre econômico, aporta em nosso Estado uma segunda leva de Brasileiros em especial do sul do País, que realizam uma verdadeira revolução silenciosa na agricultura e pecuária, propiciando um progresso jamais experimentado em nosso País.

O terceiro movimento, e há uma inevitável comparação com Alvin Toffler e as suas três ondas: Agricultura, Industrial e Tecnológica, representa para Mato Grosso a consolidação do avanço e uma ampliação da oferta deste progresso: o setor de serviços passa a desempenhar um papel fundamental neste crescimento e oferecer melhor qualidade de vida aos que aqui vivem. Assim acontece na área de turismo, com novas e melhores opções, novos hotéis, infra-estrutura de qualidade, e mão-de-obra em formação, bons restaurantes, centro de eventos capacitados, sinalização urbana adequada, e outros benefícios mais.

Na área cultural e de entretenimento, também visualizamos uma mudança significativa, com a participação dos produtores culturais ampliando a oferta de produtos com qualidade, tanto em artes plásticas, quanto em artes visuais.

O mesmo acontece na área de prestação de serviços, com igual velocidade. Contamos com empresas locais, de nível e padrão comparados ao de grandes centros. Temos entre nós organizações vencedoras e muito bem posicionadas nos rankings das melhores e maiores empresas da região, bem como nas melhores organizações para se trabalhar.

Nos parece que o nosso Estado descobriu que investir no capital intelectual é tão ou mais rentável que investir em soja ou algodão.

Definitivamente, estamos aptos para surfar nesta terceira onda, de Alvin Toffler.

Empreender em Mato-Grosso é ter a certeza de estar no lugar certo, e na hora certa.

É saber que o bom profissional terá acolhida, venha de onde vier, assim como foi com o Carioca, que assina esta nota.